4 de ago. de 2012

Olímpo


A maior graça em se tornar um campeão olímpico nos Jogos Antigos era usar a coroa de ramos e ser referenciado por todos até os Jogos seguintes.
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Na modernidade, o velho barão tentou a todo custo, investindo parte de sua fortuna, manter um ideal maior quase ufanista.

No hoje contemporâneo, esbarramos com a sofridão alheia daqueles que desejavam ir mais, querer mais.

Esbarramos na ciência de heróis reconhecendo o valor e a honra dos louros, transformando o jogo numa saga.

Encontramos num encabulado atleta, o herói se tornando o mito e o mito em lenda, que quando batido, provavelmente, não estaremos mais por aqui.

Mas, também esbarramos naqueles que não se deixam tocar por valores tão altruístas e abrem mão da disputa, da realização, sabe-se lá por quê.

2 de ago. de 2012

O esporte desculpa-se


É um erro imaginar que só pelo fato de provermos uma estrutura eficiente em Londres, nossos atletas chegariam ao pódio. Para o COB, fornecer tamanha estrutura é uma obrigação.

Nosso maior problema está no Sistema Nacional do Desporto.

Está na falta de uma política nacional específica, estabelecendo responsabilidades e diretrizes sobre fomento, iniciação, desenvolvimento e aprimoramento das diversas modalidades esportivas sob aspectos sociais, acadêmicos, econômicos e de al
ta performance.

Só assim, um dia teremos todos os nossos talentosos atletas nos pódios olímpicos somando um número ímpar de medalhas.

Independente do quão distante eles tenham ido neste ciclo olímpico, devemos parabenizar todos nossos atletas pelas privações, pelos esforços, pelas dores, pelo prazer, pois, cada um deles, são merecedores de muito mais do que obtiveram.