12 de set. de 2012

Quem depende de quem


Existe uma relação interessante na negociação de direitos de transmissão televisiva para eventos esportivos no Brasil, em especial, no futebol.

O esporte é um conteúdo mais valioso para os meios de comunicação, pois é o único que possui uma linguagem universal capaz de superar qualquer barreira cultural, idiomática ou linguística.

Por outro lado, as emissoras necessitam cada vez mais deste conteúdo embalado em formato audio visual para gerar a maior audiência possível decorrendo maior arrecadação no mercado publicitário.

Ainda em estado bruto, e com a insistência na manutenção de práticas insalubres as suas finanças, dirigentes esportivos vendem seu diamante sem perceberem qual o seu real valor frente a demanda de quem o compra.

Uma vez, tratado de modo mais profissional e devidamente lapidado, o esporte ganharia maior valor agregado e inflacionado positivamente pela necessidade do comprador em manter sua audiência em níveis atraentes e que proporcionem o retorno desejado.

Daí o comprador aceitar ou não esta nova relação, será uma outra história, mas sabedor do real valor de seu produto, não seria a hora das mesmas entidades explorarem-no por si só?


13 de ago. de 2012

De Barcelona ao Rio

Em 1992, os EUA tiveram um excelente desempenho como de costume para, logo em seguida, em Atlanta aumentarem significativamente o número de medalhas.

Já em 2004, foi a vez da China, aumentando seu número de medalhas para atingir o topo na própria casa em 2008.

Nesta mesma edição, O Reino Unido já fazia seu dever de casa aumentando a participação de seus atletas em finais o que acabou por gerar a terceira colocação no ranking de medalhas em Londres 2012, somente atrás das grandes potências esportivas, EUA e China.

E o Brasil? Melhorou? Sim, e se formos relativizar, obteve um aumento de 50% em medalhas de ouro, 25% em medalhas de prata e 12,5% em medalhas de bronze. No total foram 3 medalhas a mais em relação a última edição perfazendo um ganho de aproximadamente 20%. Um desempenho, em números, muito bom.

O problema não está no fim. O COB, diga-se de passagem não fez mais que sua obrigação, disponibilizou toda a estrutura necessária ao atendimento dos atletas e equipes olímpicas, tendo, inclusive, colocado a disposição uma equipe multidisciplinar de profissionais para demandas necessárias a sua preparação neste ciclo olímpico, inaugurando junto com a prefeitura do Rio de Janeiro, seu primeiro centro de treinamento.

O mais grave problema está na ausência de políticas públicas de incentivo ao esporte que permitam estabelecer quem são seus atores e suas respectivas responsabilidades, bem como inserir a Educação Física como disciplina obrigatória no currículo do ensino infantil, fundamental, médio e universitário.

O principal e mais importante agente neste cenário, o professor de Educação Física, tem sido desprivilegiado, sem o devido reconhecimento e importância.

Mas isto não é o mais importante para um país que destina 7% do seu PIB para investir em Educação.